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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Notícias de quarta-feira, 29/07/26

Geopolítica & Conflitos Internacionais: As atenções seguem voltadas para as negociações na Casa Branca entre os EUA, Ucrânia e Israel para tratar dos desdobramentos dos conflitos no Leste Europeu e no Oriente Médio. Paralelamente, os EUA e a Arábia Saudita anunciaram operações focadas em grupos alinhados ao Irã no Iraque. Relações Diplomaticas (Brasil–EUA): O cenário político interno e internacional é marcado pela tensão diplomática entre Brasília e Washington. O governo norte-americano manteve medidas de restrição e prorrogação da emergência nacional sobre o país, o que gerou reação de diplomatas e discussões econômicas no Planalto. Tragédia Natural no Japão: A província de Kumamoto continua sob intensas buscas após um terremoto de magnitude 7,1 que provocou desabamentos e destruição parcial de infraestruturas. Saúde & Ciência: A Anvisa aprovou o registro de 5 novas canetas emagrecedoras à base de semaglutida, ampliando a concorrência e a oferta no mercado brasileiro para tratamento de diabetes e obesidade. Hoje na História (29 de Julho) Acontecimentos Marcantes 1836 (Arco do Triunfo): Inauguração oficial do Arco do Triunfo em Paris, monumentos cuja construção fora encomendada por Napoleão Bonaparte três décadas antes. 1839 (República Juliana): Os farroupilhas proclamam a República Catarinense na cidade de Laguna (SC), estendendo a Revolução Farroupilha. 1899 (Convenção de Haia): Assinatura da Primeira Convenção de Haia, onde potências mundiais se comprometeram a proibir o uso de gases asfixiantes em conflitos armados. 1921 (Ascensão do Nazismo): Adolf Hitler assume o comando absoluto do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista). 1958 (Criação da NASA): O presidente americano Dwight D. Eisenhower assina o ato de criação do programa espacial civil da NASA. 1981 (Casamento Real): Cerimônia de casamento do Príncipe Charles com a Princesa Diana na Catedral de St. Paul, em Londres, transmitida para mais de 750 milhões de pessoas. 1986 (Sementes do Mercosul): José Sarney (Brasil) e Raúl Alfonsín (Argentina) assinam em Buenos Aires os primeiros acordos formais de integração econômica que culminariam no Mercosul. Nascimentos e Mortes Notáveis: 1846 (Nascimento): Princesa Isabel, Princesa Imperial do Brasil e assina da Lei Áurea. 1883 (Nascimento): Benito Mussolini, ditador fascista italiano. 1890 (Falecimento): Vincent van Gogh, um dos maiores pintores pós-impressionistas da história. 1941 (Nascimento): Mussum, humorista e músico brasileiro (integrante dos Trapalhões e do Originais do Samba).

terça-feira, 21 de julho de 2026

A Guerra Russo-Ucraniana

É o maior conflito militar em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial. Suas raízes são profundas, acumulando décadas de tensões geopolíticas, disputas territoriais e dinâmicas de poder global.
1. As Origens e o Contexto Histórico Fim da URSS e o Memorando de Budapeste (1991–1994): Com o colapso soviético, a Ucrânia herdou o 3º maior arsenal nuclear do mundo. Em 1994, assinou o Memorando de Budapeste, entregando suas armas nucleares à Rússia em troca de garantias de soberania e integridade territorial por parte de Moscou, EUA e Reino Unido. A Revolução Laranja (2004) e Euromaidan (2013–2014): A dinâmica política ucraniana oscilou entre a aproximação com o Ocidente e a influência de Moscou. Em 2013, o presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych recusou um acordo de associação com a União Europeia, desencadeando intensos protestos populares no movimento Euromaidan, que resultaram na sua queda. Anexação da Crimeia e Guerra no Donbass (2014): Em resposta à queda de Yanukovych, a Rússia anexou a península da Crimeia e apoiou milícias separatistas pró-Rússia nas regiões leste de Donetsk e Luhansk (Donbass), dando início ao conflito armado direto. 2. As Motivações da Invasão Maciça (2022) Em 24 de fevereiro de 2022, Vladimir Putin autorizou a chamada "operação militar especial". Entre os principais argumentos invocados por Moscou e os fatores geopolíticos subjacentes, destacam-se: Expansão da OTAN: A oposição russa ao avanço da Aliança Atlântica em direção às suas fronteiras e o receio de uma futura adesão da Ucrânia à OTAN. Influência Regional: O interesse de Moscou em manter a Ucrânia sob sua esfera de influência política, cultural e econômica. Segurança e Proteção das Populações Russófonas: Argumentos oficiais do Kremlin alegando a necessidade de proteger populações de língua russa no Donbass. 3. Principais Fases do Conflito [2022] Início e Avanço Russo ──► [2022/23] Contraofensivas ──► [2023/24] Guerra de Desgaste ──► [2025/26] Drones e Infraestrutura 1ª Fase: Invasão e Tentativa de Tomada Rápida (Início de 2022) Avanço russo a partir de Múltiplas Frentes (Norte/Bielorrússia, Leste e Sul) com o objetivo primário de cercar a capital Kiev e depor o governo. A forte resistência ucraniana na Batalha de Kiev forçou o recuo das tropas russas do norte, revelando episódios como o massacre de Bucha. 2ª Fase: Reorganização e Contraofensivas Ucranianas (2022–2023) Foco russo no controle total do Donbass e do corredor terrestre até a Crimeia (incluindo o cerco a Mariupol). Ucrânia lança contraofensivas bem-sucedidas em Kharkiv e Kherson, recuperando áreas estratégicas com o apoio de suprimentos e inteligência ocidental. 3ª Fase: Guerra de Desgaste e Linhas Fortificadas (2023–2024) O conflito estabiliza-se em uma guerra de atrito e trincheiras ao longo da linha de frente, com batalhas sangrentas de alta intensidade por cidades-chave (como Bakhmut e Avdiivka). Intensificação de ataques com drones e mísseis contra infraestruturas energéticas ucranianas e refinarias de combustível em solo russo. 4ª Fase: Transição Estratégica e Incursões Transfronteiriças (2024–2026) A Ucrânia adota táticas assimétricas de longo alcance, além de operações em território russo para enfraquecer o apoio logístico. A Rússia consolida posições defensivas e recorre à mobilização de recursos de parceiros internacionais. 4. Impactos Humanos, Econômicos e Geopolíticos Custo Humano e Crise Humana: O conflito resultou em centenas de milhares de mortos e feridos entre militares e civis, além de gerar milhões de refugiados e deslocados internos. Impacto Econômico Global: Reorganização dos mercados globais de petróleo, gás natural e grãos. Estimativas de reconstrução da Ucrânia ultrapassam a faixa de US$ 500 bilhões. Realinhamento Geopolítico: Expansão e fortalecimento da OTAN com a adesão de países historicamente neutros (Finlândia e Suécia). Imposição de sanções econômicas severas à Rússia pelo bloco ocidental. Estreitamento de alianças e acordos estratégicos entre a Rússia, China, Irã e Coreia do Norte. A Guerra Russo-Ucraniana reconfigurou a arquitetura de segurança global e acelerou a transição para um sistema multipolar. Cada ator estratégico atua movido por interesses de longo prazo: 1. Rússia Tampão Geopolítico e Zona de Influência: Impedir a consolidação da Ucrânia como membro da OTAN e da União Europeia, evitando a presença militar direta de uma aliança rival em sua fronteira ocidental. Acesso e Controle Estratégico no Mar Negro: Manter a posse da península da Crimeia (onde fica a base naval estratégica de Sebastopol) e consolidar um corredor terrestre continuo conectando o Donbass à Crimeia. Desafio à Hegemonia Unipolar: Utilizar o confronto para impulsionar a reestruturação do sistema financeiro e geopolítico internacional, fortalecendo blocos alternativos (como o BRICS e a OCS) em detrimento da ordem liderada por Washington e Bruxelas. 2. Ucrânia Soberania e Sobrevivência Estatal: Preservar suas fronteiras internacionalmente reconhecidas e garantir o direito de definir de forma autônoma sua orientação política e econômica. Ancoragem Euro-Atlântica: Consolidar sua integração formal à União Europeia e obter garantias vinculantes de segurança (idealmente via OTAN) para desestimular novas incursões no futuro. 3. Estados Unidos e OTAN Contenção Estratégica da Rússia: Impor custos militares, econômicos e diplomáticos severos ao Kremlin para degradar sua capacidade de projeção de poder militar de longo alcance, sem entrar em confronto direto entre potências nucleares. Revitalização da Aliança Atlântica: Reafirmar a liderança dos EUA na segurança europeia, expandindo a OTAN (com a adesão da Finlândia e Suécia) e incentivando o aumento dos gastos com defesa entre os membros europeus. Sinalização para o Teatro do Indo-Pacífico: Utilizar a resposta unificada no Leste Europeu como um mecanismo de dissuasão em relação às pretensões de Pequim sobre Taiwan. Redirecionamento de Mercados Energéticos: Substituir a dependência europeia de hidrocarbonetos russos pelo fornecimento de Gás Natural Liquefeito (GNL) e outros insumos vindos dos EUA e de aliados ocidentais. 4. China Equilíbrio Contra a Pressão Ocidental: Manter uma parceria pragmática com a Rússia para evitar que Moscou seja enfraquecida a ponto de deixar Pequim isolada diante das pressões estratégicas dos EUA. Acesso a Commodities Baratas: Garantir o suprimento contínuo e a preços reduzidos de petróleo, gás, fertilizantes e minerais russos. Postura Diplomática Neutra/Ativa: Apresentar-se como uma mediadora neutra e promotora da paz perante o Sul Global, enquanto expande o uso do yuan em transações bilaterais para contornar o sistema SWIFT. 5. Sul Global (América Latina, África e Ásia) Pragmatismo e Não Alinhamento: Evitar o engajamento automático nas sanções ocidentais, buscando preservar relações comerciais cruciais (como a importação de fertilizantes e grãos russos/ucranianos). Pressão por Reforma das Instituições Globais: Defender uma solução diplomática e usar a crise para exigir maior representatividade no Conselho de Segurança da ONU e em organismos financeiros internacionais.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Principais notícias da mídia contra-hegemônica

Artigos recentes da mídia contra-hegemônica revela um cenário global de tensões persistentes, reconfigurações estratégicas e um crescente questionamento da ordem estabelecida. Os temas mais recorrentes apontam para o endurecimento das relações entre o Ocidente e seus rivais, a centralidade do conflito no Oriente Médio e a busca por autonomia e novas alianças por parte de atores não-ocidentais. No epicentro das tensões, a questão do Irã e suas relações com os Estados Unidos e Israel domina grande parte das manchetes. A mídia contra-hegemônica, como Press TV e RT, destaca a recusa iraniana em ceder à pressão de Washington, com o chanceler iraniano negando que Trump detenha "todas as cartas" e propondo negociações sobre o Estreito de Ormuz antes de discutir a questão nuclear. Essa postura iraniana é vista como um desafio direto à hegemonia americana, culminando em relatos de que a "guerra EUA-Israel contra o Irã" resultou em uma "derrota estratégica total" para os agressores, segundo a Press TV. A escalada se reflete na alta dos preços do petróleo, à medida que o Irã mantém restrições no Estreito de Ormuz, e na intensificação das consultas entre Irã e Rússia, sinalizando uma frente unida contra a pressão ocidental. Paralelamente, Israel enfrenta desafios internos e externos, com Netanyahu cancelando eventos em meio a ataques retaliatórios do Líbano e ex-primeiros-ministros unindo forças para destroná-lo, conforme reportado pela Press TV. Outro ponto de atrito significativo é a contínua exclusão da Rússia de eventos internacionais e as acusações de sabotagem. A RT e a Sputnik denunciam o "banimento desnecessário" e a "exclusão por obstáculos burocráticos" de atletas russas, interpretando-o como parte de uma campanha mais ampla de isolamento. Enquanto isso, a Rússia, através do FSB, afirma ter evitado um ataque a uma refinaria de petróleo orquestrado pela Ucrânia, evidenciando a guerra de atrito para além das linhas de frente. A expansão da OTAN e a potencial implantação de armas nucleares na Finlândia também geram preocupação, com políticos finlandeses alertando, via Sputnik, que tal medida não traria mais segurança ao país. Além desses focos de conflito, a mídia contra-hegemônica também aponta para a busca por novas configurações econômicas e políticas. A Índia e a Nova Zelândia preparam-se para assinar um acordo comercial, conforme a RT, demonstrando a diversificação das relações econômicas globais. A visita do Rei Charles aos EUA, noticiada pela Al Jazeera, ocorre em um contexto de tensões, sugerindo uma reavaliação das alianças históricas. Em suma, os artigos pintam um quadro de multipolaridade crescente, onde potências não-ocidentais buscam afirmar sua soberania e influência, desafiando a ordem unipolar e redefinindo o equilíbrio de poder global.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

As negociações de paz em Genebra

As negociações em Genebra, neste 18 de fevereiro de 2026, têm como um de seus pilares centrais a definição do "status de neutralidade" da Ucrânia. Embora pareça um conceito simples, os detalhes técnicos são o que separam a paz de uma capitulação ou de um novo conflito no futuro. Os termos específicos que estão sendo debatidos envolvem o chamado "Plano de 28 Pontos", mediado pelos Estados Unidos e com forte influência do governo Trump. Abaixo, detalho os pontos mais sensíveis: 1. Renúncia Constitucional à OTAN A Rússia exige que a neutralidade não seja apenas uma promessa política, mas um compromisso jurídico. O Termo: A Ucrânia teria que alterar sua Constituição para remover a aspiração de ingressar na OTAN (incluída em 2019). O Impasse: Kiev aceita discutir a não adesão, mas exige que isso não impeça a integração à União Europeia, algo que Moscou tem sinalizado aceitar sob certas condições econômicas. 2. Teto para as Forças Armadas (Desmilitarização Parcial) Moscou quer garantir que a Ucrânia não seja uma ameaça militar, mesmo sendo neutra. O Termo: Estabelecimento de um limite numérico para o exército ucraniano (incluindo tanques, aviões e efetivo humano). O Impasse: A Rússia quer um exército reduzido a um nível que Kiev considera "inoperante" para defesa. A contraproposta europeia sugere um teto mais alto, permitindo que a Ucrânia mantenha capacidade de autodefesa. 3. Proibição de Tropas e Bases Estrangeiras Este é o núcleo da "neutralidade estilo austríaco" ou suíço. O Termo: A Ucrânia se comprometeria a não abrigar bases militares de outros países, não realizar exercícios militares com a OTAN em seu solo e não permitir o posicionamento de mísseis estrangeiros. O Impasse: Kiev concorda, desde que receba garantias de segurança "vivas". Ou seja, se for atacada novamente, países como EUA e Reino Unido teriam o dever legal de intervir imediatamente. 4. O Modelo de Garantias de Segurança Este é o ponto mais difícil das conversas de hoje. A Visão da Ucrânia: Quer um modelo parecido com o Artigo 5º da OTAN ("um por todos"), mas sem ser da OTAN. A Visão da Rússia: Rejeita garantias ocidentais robustas, argumentando que isso seria uma "OTAN disfarçada". Putin prefere garantias multilaterais que incluam a própria Rússia como um dos "fiadores", o que daria a Moscou poder de veto sobre qualquer intervenção em favor da Ucrânia. Comparativo de Modelos em Discussão Modelo Suíço/Austríaco: Neutralidade total; sem alianças e com exército apenas para defesa interna. Esse é o preferido pela Rússia. Modelo Israelense: Não faz parte de alianças formais, mas é altamente armada e apoiada pelos EUA. Esse é o preferido pela Ucrânia. Modelo Trump (2026): Neutralidade em troca de garantias de segurança contra novos ataques e adesão rápida à União Europeia. Base da negociação atual. O Clima em Genebra Apesar do otimismo do enviado americano Steve Witkoff, o presidente Zelensky expressou hoje ao portal Axios que se sente sob "pressão injusta" para aceitar concessões territoriais em troca dessa neutralidade. Para a Ucrânia, o medo é que a neutralidade sem garantias reais seja apenas uma "pausa" para a Rússia se rearmar e atacar novamente em alguns anos. Enquanto diplomatas discutem o futuro em Genebra, o cenário no leste da Ucrânia hoje, 18 de fevereiro de 2026, é marcado por um contraste brutal: o som das negociações na Suíça contra o som da artilharia no Donbass. A situação nas cidades do leste é de "pressão máxima" e resistência crítica. Aqui estão os detalhes do que está acontecendo agora: O Front de Batalha: Cidades sob Fogo Diferente das grandes ofensivas de anos anteriores, a Rússia tem adotado uma tática de "moedor de carne" e pequenos avanços constantes. Kharkivka e Krynychne: O Ministério da Defesa da Rússia afirmou hoje ter assumido o controle total destas duas aldeias no leste. São vilarejos estrategicamente menores, mas que servem para desgastar as linhas de defesa ucranianas. Donetsk e Luhansk (Donbass): O foco russo continua sendo o controle total destas duas províncias. Cidades como Konstantinovka estão sob imensa pressão, com relatos de bombardeios pesados de artilharia e o uso frequente de "bombas planadoras" russas, que devastam infraestruturas urbanas antes do avanço das tropas. Slovyansk e Lyman: Estas cidades voltaram a ser alvos de ataques intensos nas últimas 24 horas. Na região de Luhansk, os russos realizaram mais de 22 ataques diretos apenas hoje, tentando romper as defesas remanescentes da Ucrânia. Condições Humanitárias O inverno de 2026 tem sido rigoroso e a infraestrutura está no limite: Cidades às escuras: Ataques recentes à rede elétrica deixaram cerca de 300 mil pessoas sem água e energia em diversas localidades. Zonas de Evacuação: Em áreas a 10 km da linha de frente, como os arredores de Siversk, civis e voluntários estrangeiros (incluindo brasileiros que atuam na ajuda humanitária) enfrentam riscos altíssimos de morte sob o fogo cruzado. A "Dualidade" de Genebra vs. Donbass Há uma tensão psicológica clara entre os soldados. Enquanto Zelensky e os negociadores em Genebra tentam não ceder território, os militares no leste sentem a escassez de munição. O Dilema de Kiev: Para a Ucrânia, qualquer cessar-fogo assinado agora pode significar a perda definitiva dessas cidades que estão sendo destruídas hoje. A Estratégia Russa: Moscou parece querer "conquistar o máximo possível no mapa" antes que um aperto de mãos oficial em Genebra congele as linhas de frente, transformando o controle atual em fronteiras de fato. O Custo da Guerra até Hoje (Estimativas de Fev/2026) Território: A Rússia ocupa atualmente cerca de 13% do território ucraniano (aproximadamente 75.000 km²). Baixas: Relatórios de inteligência ocidental estimam que as baixas militares (mortos e feridos) já ultrapassaram a marca de 1 milhão de pessoas somando ambos os lados desde o início da invasão em 2022. Nota importante: O sentimento nas cidades do leste é de uma "paz que custa caro". Muitos moradores locais, exaustos de quatro anos de bombardeios, dividem-se entre o desejo de que a guerra acabe logo e o medo de viver sob ocupação russa permanente. A ajuda humanitária brasileira na Ucrânia em 2026 A ajuda humanitária brasileira na Ucrânia em 2026 funciona através de uma complexa rede que mistura diplomacia oficial, grandes ONGs internacionais e a coragem de voluntários independentes. Diferente do início do conflito em 2022, quando o foco era a retirada de brasileiros (Operação Repatriação), hoje o Brasil atua em duas frentes principais: 1. A Via Oficial: Diplomacia e Parcerias O governo brasileiro, sob a égide do Itamaraty e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), canaliza sua ajuda principalmente através de organismos multilaterais. Doações Técnicas: O Brasil envia purificadores de água (tecnologia brasileira reconhecida mundialmente), medicamentos essenciais e alimentos desidratados de alto valor nutritivo. Logística ONU: Como o espaço aéreo ucraniano permanece restrito para voos civis e humanitários diretos no leste, a carga brasileira costuma chegar via Polônia (Varsóvia ou Rzeszów) e é transportada por trens ou comboios blindados da ONU até os centros de distribuição em Dnipro, que serve como o grande "hub" para o leste ucraniano. 2. A "Frente BrazUcra" e Voluntários Esta é a parte mais instigante e direta. Existem brasileiros atuando na "ponta" do conflito, muitas vezes em cidades como Kharkiv e povoados do Donbass. Evacuação de Civis: Grupos como a Frente BrazUcra e outros voluntários independentes usam vans compradas com doações (muitas vezes via PIX de brasileiros) para retirar idosos e crianças de zonas que acabaram de ser bombardeadas. Cozinhas Comunitárias: Há registros de brasileiros que se juntaram a cozinhas humanitárias internacionais para preparar refeições em abrigos subterrâneos. Eles entregam kits de higiene e comida quente onde o abastecimento estatal falhou. 3. Acolhida Humanitária no Brasil O Brasil mantém em 2026 a política de visto temporário para acolhida humanitária. Comunidade Ucraniana no Sul: A maior parte dos refugiados que chegam ao Brasil é encaminhada para cidades como Prudentópolis (PR), considerada a "Pequena Ucrânia", onde já existe uma rede de suporte cultural e linguístico que facilita a integração. O Lado Obscuro: Brasileiros na Linha de Frente É importante notar que nem toda presença brasileira é humanitária. O Itamaraty emitiu alertas recentes (fevereiro de 2026) sobre o aumento de brasileiros mortos ou desaparecidos atuando como voluntários militares. Até hoje, já são 22 brasileiros mortos confirmados no conflito. O governo brasileiro reforça que não tem obrigação legal de custear o resgate ou o translado de corpos de cidadãos que se alistaram em forças estrangeiras por conta própria. Curiosidade: O Brasil é um dos poucos países que mantém diálogo aberto com ambos os lados, o que permite que a ajuda humanitária brasileira seja vista com menos desconfiança em áreas de ocupação russa ou em disputa. Implicações econômicas para o Brasil caso esse acordo de paz seja assinado em Genebra As implicações de um acordo de paz em Genebra para o Brasil seriam profundas e agiriam como uma "faca de dois gumes". Se por um lado a paz traz estabilidade, por outro, ela encerra o ciclo de preços recordes que beneficiou setores específicos da nossa economia. Aqui está uma análise detalhada dos impactos previstos para 2026: 1.Inflação e Custo de Vida (O lado positivo) A paz é o maior "remédio" contra a inflação global. Para o brasileiro médio, o impacto seria sentido rapidamente: Combustíveis: A Rússia é um gigante do petróleo. Com o fim das sanções ou a normalização do fluxo, a pressão sobre o barril de Brent diminui. Isso tende a reduzir o preço da gasolina e do diesel nas bombas brasileiras. Energia: O gás natural mais barato no mercado internacional reduz o custo de operação das termelétricas, o que pode aliviar as contas de luz em períodos de seca. Alimentos: A Ucrânia é o "celeiro da Europa". A volta do trigo ucraniano ao mercado reduz o preço da farinha, impactando desde o pãozinho francês até as massas. 2.Agronegócio: Alívio nos Insumos vs. Competição O agro brasileiro viveu um paradoxo durante a guerra: lucrou com a alta dos preços, mas sofreu com os custos de produção. Fertilizantes: O Brasil importa cerca de 20% de seus fertilizantes da Rússia. A paz garante um fornecimento mais estável e barato, reduzindo o custo de plantio da soja e do milho. Competição: Com a paz, a Ucrânia volta a exportar massivamente milho e trigo. Isso pode aumentar a oferta global e derrubar os preços das commodities, reduzindo a margem de lucro recorde que os produtores brasileiros tiveram nos últimos anos. 3.Balança Comercial e Câmbio Superávit em Risco: Nos últimos anos, o Brasil registrou superávits comerciais recordes (projetados entre US$ 70 bi e US$ 90 bi para 2026) impulsionados pelos preços altos das commodities. Com a paz e a consequente queda desses preços, o valor total das nossas exportações pode diminuir. Dólar: A estabilidade geopolítica costuma fortalecer moedas de países emergentes como o Real. Com menos risco de guerra global, investidores tendem a retornar para o Brasil, o que pode ajudar a manter o dólar em patamares mais baixos (projeções indicam algo em torno de R$ 5,49 para o fim de 2026). Resumo do Impacto Consumidor ✅ Muito Positivo Queda no preço de alimentos e transportes. Indústria ✅ Positivo Matérias-primas e energia mais baratas. Agronegócio ⚠️ Misto Fertilizantes mais baratos, mas preço de venda menor. Petróleo (Petrobras) 📉 Negativo Menor receita com exportação de óleo bruto. Perspectiva: O fim da guerra "desinfla" a economia global. Para o Brasil, é o fim de um período de lucros extraordinários no campo, mas o início de um período de maior previsibilidade e fôlego para o bolso do cidadão comum.

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

General russo é morto em atentado a bomba em Moscou

Na véspera, militar de alto escalão foi acusado por Kiev de ser responsável pelo uso de armas químicas na guerra
O chefe das tropas russas de Proteção Nuclear, Química e Biológica (RCBZ), general Igor Kirillov, foi morto nesta terça-feira (17) após uma explosão de bomba em Moscou. Na véspera, ele havia sido acusado pela Ucrânia de ser responsável pelo uso de armas químicas contra tropas ucranianas. Segundo fonte do Serviço de Segurança da Ucrânia, citada por diversas publicações na mídia nesta terça-feira (17), a agência de inteligência ucraniana estaria por trás do ataque. “O Serviço de Segurança da Ucrânia matou o tenente-general russo Igor Kirillov durante uma operação especial em Moscou”, disse a fonte. A explosão ocorreu por volta das 6h (horário de Moscou) no pátio de um prédio residencial em Moscou, matando o general Kirillov e seu assistente. A bomba foi instalada em um patinete elétrico que estava parado em frente à portaria do edifício e explodiu quando eles saíram do prédio. As informações foram divulgadas pelo Comitê de Investigação da Federação Russa, que abriu um processo criminal sob os artigos de terrorismo, assassinato e tráfico ilegal de armas. Já o Serviço de Segurança da Ucrânia, na véspera de sua morte, abriu um processo criminal contra o general Igor Kirillov, acusando-o de “usar armas químicas” contra os militares ucranianos. A inteligência ucraniana declarou o general suspeito no caso de “uso massivo” de armas químicas proibidas “nas frentes leste e sul da Ucrânia”, alegando que estes fatos foram confirmados por dois laboratórios independentes da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ). Anteriormente, o general Kirillov havia acusado a Ucrânia de envolvimento no desenvolvimento de armas biológicas e químicas. Desde o início da guerra da Ucrânia, Kirillov vinha regularmente realizando briefings no Ministério da Defesa, ganhando notoriedade com acusações contra os EUA e a Ucrânia de desenvolver laboratórios com armas biológicas em Kiev. Em agosto de 2023, por exemplo, o general russo declarou que os EUA teriam criado um “departamento de preparação para pandemias” e estavam preparando uma nova pandemia “através de vírus mutantes’. Em dezembro do mesmo ano, Kirillov afirmou que novos documentos foram encontrados em laboratórios ucraniano indicando “a natureza perigosa das atividades biológicas do Pentágono”. Atentados com bomba
Não é a primeira vez durante o conflito com a Ucrânia que militares ou figuras públicas russas que apoiavam a guerra foram alvos de atentados a bomba. Um dos casos mais notórios foi a morte da filha do ideólogo Alexander Dugin, Daria Dugina, em agosto de 2022, durante explosão de carro. Em abril de 2023, o blogueiro militar pró-Kremlin, Maxim Fomin, foi morto numa explosão em um café de São Petersburgo. Em julho de 2024, um carro explodiu em Moscou e o oficial do Estado-Maior General das Forças Armadas Russas, Andrei Torgashov, ficou ferido. Por Serguei Monin — Brasil de Fato

Caetano Veloso um camaleão da música universal,

Caetano Veloso é uma das figuras mais emblemáticas e influentes da cultura brasileira. Nascido em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, em ...