A INTERFERÊNCIA DAS BIG TECS NAS ELEIÇÕES DE 2026 É UM RISCO REAL À DEMOCRACIA BRASILEIRA

Diante da escalada de ações de censura e restrição de perfis progressistas nas plataformas digitais, especialmente pela Meta (Instagram, Facebook), torna-se urgente pensar e iniciar alternativas que possam manter a comunicação entre todas e todos que defendem a democracia e a reeleição do presidente Lula, independente das Big Techs. Está em andamento um padrão de silenciamento seletivo. Diante disso, precisamos planejar estratégias de resistência e autonomia digital. 1. Punições arbitrárias contra vozes críticas A Meta tem aplicado restrições sistemáticas a perfis ligados à esquerda, sob a alegação de violação de diretrizes, enquanto permite a livre circulação de conteúdos extremistas, desinformação e discursos de ódio. * O perfil @Time_Lula (https://www.instagram.com/time_lula/) no Instagram foi punido com quatro meses de restrições (até novembro de 2025), incluindo bloqueio de lives e posts colaborativos, por divulgar trechos do documentário Adultização do Felca. * O jornalista autônomo João Pedro Moura teve seu perfil banido no Instagram por compartilhar uma publicação do ICL Notícias sobre a ameaça da oposição de obstruir, na Câmara dos Deputados, a tramitação do projeto contra a adultização nas redes. * O perfil da Manuela D’Ávila a dois dias atrás, recebeu punições em seu perfil no Instagram, por compartilhar, em 2021, um vídeo que denunciava os ataques misóginos contra mulheres nas redes sociais. Ela teve seus anúncios bloqueados, perdeu acesso a mensagens diretas (DMs) e não pode realizar lives. Enquanto isso, perfis que promovem violência, ódio e fake news seguem ativos e amplificados. Quem denuncia violência é punido. Quem pratica violência, impunemente, se multiplica. 2. Um padrão de censura se repete Esses casos não são isolados. Revelam uma estratégia de silenciamento seletivo: * Neste mês de agosto Jones Manoel foi banido pela Meta sob a alegação de “fake news”, tendo seu perfil restaurado apenas após forte pressão pública. * Em julho o jornalista João Luiz Domenech Oneto foi expulso da rede X (antigo Twitter), reforçando um padrão: perfis independentes, críticos e populares, são alvos preferenciais. * A sistemática de censura atinge vozes que denunciam injustiças, promovem debates democráticos e mobilizam comunidades. 3. Um experimento político em curso Essas ações fazem parte de um experimento silencioso das Big Techs: * Testar a tolerância da sociedade ao apagão digital de vozes progressistas. * Normalizar a exclusão ou restrição de perfis críticos, especialmente os ligados à esquerda. * Preparar o terreno para ações massivas de desarticulação da esquerda, suspensão ou exclusão de perfis que apoiam o presidente Lula nas eleições de 2026. * Se nada for feito, corremos o risco de um apagão digital da militância popular no momento mais decisivo da campanha eleitoral. 4. O contexto geopolítico: Lula, os BRICS e a disputa de poder global O presidente Lula representa uma ameaça direta à hegemonia unilateral dos Estados Unidos: * É a principal liderança do mundo não alinhado no Ocidente. * Fortalece os BRICS e o multipolarismo, desafiando o domínio do dólar, da OTAN e do modelo imperial dos EUA. * Tem o apoio estratégico de Rússia e China, que veem no presidente Lula um parceiro-chave para um novo arranjo global multipolar. * Por isso, Trump e seus aliados globais veem Lula como inimigo. E sua maior arma é o controle sobre as Big Techs, que operam como braços privados de guerra informacional. 5. A ameaça real: interferência nas eleições de 2026 É razoável supor que, com a proximidade das eleições: * As Big Techs intensificarão a censura, o shadow banning (banimento na sombra) e a restrição de alcance de perfis ligados a Lula. * Buscarão minar o engajamento, reduzir a visibilidade e desacreditar a campanha presidencial do presidente Lula. * Enquanto isso, perfis de extrema-direita continuarão sendo potencializados algoritmicamente, com apoio de redes paralelas e financiamento estruturado. 6. O risco de uma resposta extrema: o fechamento da Meta no Brasil * Se o Supremo Tribunal Federal (STF) constatar interferência direta nas eleições, poderá ser obrigado a bloquear as operações da Meta no Brasil. Contudo, esse cenário também é problemático para a esquerda: * A esquerda perderá seu principal canal de comunicação, porque, hoje depende 100% da Meta. * A extrema-direita já possui plataformas próprias e continuará organizada. * Será criada uma narrativa falsa de "ditadura" contra a liberdade de expressão, exatamente como ocorreu em 2022 e que chegou na tentativa de golpe em 8 de janeiro. 7. A única saída estratégica: soberania digital já Não podemos depender de plataformas inimigas em plena guerra política. A solução é urgente e estratégica: ✅ Construir infraestrutura digital soberana agora, com redes sociais livres, datacenters nacionais, software aberto e comunicação descentralizada. ✅ Fortalecer plataformas alternativas com apoio de movimentos sociais, sindicatos, universidades, comunidades e governo. ✅ Garantir que a militância progressista esteja conectada fora do controle das Big Techs, com planos de contingência para momentos de crise. Infraestrutura digital não se monta em dias. Ficar 100% dependente do inimigo em plena batalha eleitoral é uma derrota antecipada. O tempo é agora A interferência das Big Techs não é teoria. É prática. E está em curso. Se queremos defender a democracia, a soberania nacional e a reeleição do presidente Lula, não basta denunciar. Precisamos antecipar, organizar e construir nosso próprio território digital. Soberania digital não é tecnologia. É poder. E esse poder não pode estar nas mãos dos inimigos que quem ver o Brasil de joelhos. Fontes: * Jornalista é banido do Instagram pela Meta após republicar post do ICL sobre adutilização nas redes https://iclnoticias.com.br/jornalista-e-banido-do-instagram/ * Manuela d'Ávila denuncia punições na sua conta no Instagram: https://www.instagram.com/p/DNVT98Sg65p/ * Meta derruba contas do Instagram e Facebook de Jones Manoel, que vê motivação política https://iclnoticias.com.br/meta-derruba-contas-de-jones-manoel/ * Jornalista banido da rede X alerta para golpe da ultradireita, em curso https://correiodobrasil.com.br/a/jornalista-banido-rede-x-alerta-golpe-ultradireita-curso Por Everton Rodrigues Movimento Software Livre, Economia Solidária e Movimento pela Soberania Digital

Comentários

  1. O vídeo discute a proposta do senador norte-americano Joseph Martin de que o Canadá se torne o 51º estado dos EUA. A proposta, considerada arrogante e ofensiva, gerou uma forte reação no Canadá. O vídeo mostra a resposta do deputado canadense Charlie Angus, que critica os EUA por seus problemas políticos, de saúde e constitucionais. O incidente viralizou nas redes sociais com a hashtag "Canada Not for Sale" e reacendeu um boicote ao turismo e produtos americanos. O vídeo termina celebrando a soberania canadense e a crescente intolerância do povo em relação à interferência "tóxica" dos EUA.

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