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O Despertar do "Oceano sem Dono": Tratado do Alto-Mar Garante Proteção a Dois Terços do Planeta
Após décadas de um vácuo jurídico que permitia a exploração desenfreada em águas internacionais, o mundo celebra hoje os avanços operacionais do Tratado do Alto-Mar (oficialmente conhecido como Tratado BBNJ - Biodiversity Beyond National Jurisdiction). O acordo, considerado o mais importante pacto ambiental desde o Acordo de Paris, estabelece finalmente uma "constituição" para as águas que não pertencem a nenhum país. O Que está em Jogo? O Alto-Mar compreende todas as áreas oceânicas localizadas além das 200 milhas náuticas (cerca de 370 km) da costa. Embora cubra quase metade da superfície da Terra e abrigue uma biodiversidade vasta — de baleias migratórias a microrganismos de fossas abissais —, menos de 1% dessas águas estava sob proteção efetiva até então. Os Três Pilares da "Vitória Azul" O tratado foca em pontos críticos para frear a degradação marinha: Santuários Oceânicos: A criação de Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) em águas internacionais, essenciai...
O vídeo é uma entrevista entre Wellington Calasans e o major-general Agostinho Costa, especialista em geopolítica. Eles discutem o cenário geopolítico global, com os seguintes pontos-chave:
ResponderExcluirGeopolítica e Cenário Mundial:
A entrevista inicia com uma análise do cenário geopolítico atual. O Major-General Agostinho Costa descreve o momento como uma mudança estrutural, onde um novo sistema global está a emergir [02:58]. Ele destaca a crescente influência de organizações como a Organização de Cooperação de Xangai e os BRICS.
Declínio do Ocidente:
A conversa aborda sinais de declínio do Ocidente, incluindo o comportamento do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e a crítica à desproporcionalidade militar dos EUA em um ataque a uma lancha no Caribe, que ele considera um crime internacional e um sinal da decadência da política externa americana.
Normalização da Violência:
O major-general Agostinho Costa expressa preocupação com a banalização da violência e da guerra. Ele menciona a falta de sensibilidade do Ocidente em relação ao sofrimento humano em Gaza e a maneira como Israel conduz as suas operações no Oriente Médio.
Guerra na Ucrânia e o Futuro da NATO:
O Major-General Agostinho Costa concorda com outros analistas que a Rússia estava mais bem preparada para o conflito e que os EUA já perceberam que a guerra está "perdida". Ele também afirma que a primeira "baixa" desta guerra será a NATO, que se provou mais um fórum político do que uma aliança militar eficaz.
Ascensão da China:
O último ponto da discussão centra-se no desfile militar da China, visto como uma demonstração de força dissuasiva. O Major-General Agostinho Costa argumenta que a China está a mostrar que a "paz pela força" é a única linguagem que o Ocidente compreende. Ele ressalta que a China, ao lado de outros países do Sul Global, está a liderar a criação de uma nova ordem mundial baseada na soberania e no respeito mútuo.