Avanços Diplomáticos: Em Genebra, uma nova rodada de negociações nucleares entre Irã e EUA
A questão diplomática entre Irã e Estados Unidos vive hoje, 26 de fevereiro de 2026, um momento de "encruzilhada histórica" em Genebra. O cenário é de otimismo cauteloso, mas sob uma pressão militar sem precedentes.
Aqui estão os pontos principais para aprofundar seu entendimento sobre esses avanços:
1. A Terceira Rodada de Negociações (Genebra)
As delegações retomaram as conversas diretas e indiretas hoje na Suíça. Este é o terceiro ciclo de reuniões apenas este mês.
Os Mediadores: O papel de Omã tem sido crucial, servindo como a ponte principal entre Teerã e Washington.
Protagonistas: Pelo lado americano, figuras próximas a Donald Trump, como Steve Witkoff e Jared Kushner, estão envolvidas. Pelo Irã, o experiente chanceler Abbas Araghchi lidera a missão, com o aval direto do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei.
2. O que está na mesa (A Proposta de Acordo)
O Irã sinalizou que um acordo está "ao alcance da mão", mas os termos são complexos:
Concessão Iraniana: Teerã ofereceu reduzir o nível de enriquecimento de urânio e permitir o retorno de inspetores da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) aos locais afetados por ataques anteriores.
Exigência Americana: O governo Trump exige não apenas restrições nucleares, mas também limites ao programa de mísseis balísticos de longo alcance e o fim do apoio a grupos armados na região.
O "Barganha" das Sanções: O Irã busca o alívio imediato das sanções econômicas que sufocam sua economia, especialmente após novas sanções impostas pelos EUA ontem (25/02) contra a rede de venda de petróleo iraniana.
3. Diplomacia sob a "Sombra do Porrete"
O que torna este avanço diplomático atípico é a enorme pressão militar:
Ultimato de Trump: O presidente americano deu um prazo de 10 a 15 dias para que um acordo seja finalizado. Caso contrário, ameaça realizar ataques militares "limitados" contra instalações remanescentes.
Presença Militar: Os EUA mantêm atualmente no Oriente Médio seu maior contingente desde 2003, incluindo dois porta-aviões posicionados estrategicamente.
Resposta do Irã: O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país quer sair do cenário de "nem guerra, nem paz", mas avisou que qualquer agressão terá uma resposta "feroz" contra bases americanas na região.
4. Por que há otimismo?
Apesar da retórica agressiva, analistas apontam que ambos os lados têm motivos para ceder:
Para Trump: Um "Grande Acordo" com o Irã seria uma vitória diplomática massiva, superando o acordo de 2015 de Obama (que ele critica) e estabilizando os preços de energia.
Para o Irã: O governo enfrenta pressões internas devido a protestos sociais e uma economia fragilizada. Um acordo traria o fôlego necessário para a estabilidade do regime.
Resumo do dia: Hoje em Genebra será decidido se a "oportunidade histórica" mencionada pelo chanceler iraniano se transformará em um novo tratado ou se a região caminhará para um conflito direto.

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