terça-feira, 15 de abril de 2025

Pepe Escobar e a hora da verdade entre EUA x IRÃ #01

Traduzindo o Economês: CDB

CDB, abreviação utilizada para certificado de depósito bancário, é o nome dado aos títulos de crédito privado emitidos por instituições financeiras e sem destinação específica para os recursos captados por este instrumento de renda fixa. Os CDBs podem ser pós-fixados, prefixados ou híbridos com liquidez antes do vencimento ou sem. Ou seja, a remuneração de um CDB pode ser um percentual do CDI, uma taxa prefixada no momento da aplicação, ou a variação de um indicador somado a uma taxa pré-fixada (como nos casos de CDI+ e IPCA+). As instituições emissoras podem garantir a recompra desses títulos provendo liquidez para o investidor, mas existem títulos que não possuem essa garantia e, neste caso, não possuem liquidez antes do vencimento e, no caso de um resgate antecipado, precisam ser vendidos no mercado secundário para investidores que tenham interesse na compra. Parâmetros como forma de remuneração, prazo, possibilidade de liquidez ou não, são definidos no momento da aplicação e, no vencimento estipulado, o recurso será devolvido ao investidor acrescido da remuneração combinada na aplicação. Como os CDBs são emissões bancárias para financiamento de suas de suas próprias atividades e não fomentam nenhum setor específico ou incentivado pelo governo, essa modalidade de título é tributada conforme tabela decrescente de imposto de renda para aplicações financeiras de longo prazo, que incidirá apenas no resgate ou vencimento do título. Embora não seja visível com facilidade, uma vez que grande parte dos títulos não possuem liquidez antes do vencimento, esses títulos são precificados todos os dias e sofrem variações em seus preços, especialmente naqueles com remuneração pré fixada ou parte pré fixada. Essa variação normalmente é notada com a tentativa de venda no mercado secundário. Esses títulos de crédito privado também possuem risco de crédito, que é aquele ligado à inadimplência do emissor, em outras palavras, a instituição não honrar com seus compromissos. CDBs são garantidos pelo fundo garantidor de crédito, uma associação mantida pelas próprias instituições financeiras, em até R$ 250 Mil por CPF e por emissor.

sexta-feira, 28 de março de 2025

Adolescência’. Assista, é urgente!

Crianças e adolescentes têm acesso livre às redes sociais com conteúdos que influenciam a saúde mental de maneira indiscriminada Texto da jornalista e colunista Vivian Mesquita
Sim, Jamie matou a menina. Calma, isso não é spoiler e nem resenha da mais recente minissérie da Netflix, “Adolescência”. Stephen Graham, um dos criadores, roteirista e pai de Jamie (Owen Cooper) na trama, deixa claro em todas as entrevistas que a produção nunca teve a intenção de ser um mistério policial. O foco é discutir o porquê. Quais foram as circunstâncias que levaram um jovem comum de 13 anos a assassinar uma colega de escola? A história não é baseada em fatos reais, mas a ideia surgiu de um questionamento de Graham inspirado em casos verdadeiros de meninos que atacaram meninas a facadas até a morte. “Que sociedade é essa onde garotos estão esfaqueando meninas? É preciso uma aldeia para criar uma criança, mas e se todos nós formos os responsáveis? O sistema educacional, os pais, a comunidade e o governo?”, ele pondera. “Adolescência” é um golpe de realidade e não precisa ser pai ou mãe para senti-lo. O artigo 227 do Estatuto da Criança e do Adolescente determina que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. É dever da sociedade, mas a gente exerce esse dever? Temos a coragem de, por exemplo, denunciar e proteger as crianças “dos outros”? Denunciamos amigos, familiares ou vizinhos que negligenciam a saúde mental de suas crianças? Não, em geral, a gente não se envolve, não “se mete a colher”. Nos últimos anos, os números de casos de depressão, suicídio, ansiedade, diferentes tipos de transtornos e crimes virtuais ou não entre jovens são alarmantes. Nossas crianças e adolescentes têm acesso livre às redes sociais e plataformas com conteúdos que influenciam a saúde mental de maneira indiscriminada. Existem filtros, aplicativos de controle de uso, mas é impossível – pelo menos por hora – blindar totalmente essas mentes. E nós também ainda não aprendemos a lidar com isso. Nossas crianças são a primeira geração da era digital de acesso total sem legislações eficientes que possam protege-las de criminosos, fake news ou conteúdos violentos e tóxicos. A minissérie da Netflix não tem a intenção de culpar pais e nem esse artigo, a reflexão aqui é chamar atenção para o tema e dar luz à discussão. “Adolescência” não trata apenas de masculinidade tóxica, solidão, influências virtuais, comunidades perigosas, machismo estrutural e educação. É também sobre o abismo geracional que enfrentamos. Precisamos conversar, e estamos tão longe de diminuir esse abismo que falar sobre a proibição do uso de celular na escola, por exemplo, é uma grande polêmica! A produção já é considerada por alguns críticos uma das melhores da história e apontada como forte candidata ao Emmy – e eu nem falei da captação em plano sequência que garante uma experiência imersiva absurda. A provocação, aliás, tem fundamento: sentir na própria pele a dor de Jamie, dos pais, da irmã, da terapeuta e dos colegas da escola é urgente. Assistam e comentem aqui, vamos conversar?

Caetano Veloso um camaleão da música universal,

Caetano Veloso é uma das figuras mais emblemáticas e influentes da cultura brasileira. Nascido em Santo Amaro da Purificação, na Bahia, em ...